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Agenda 21 - Capitulo 12 (Resumo) - página 183-206



Os ecossistemas frágeis são importantes pois apresentam características e recursos únicos. Quando é dito ecossistema frágil incluímos os desertos, as terras semi-áridas, as montanhas, as terras úmidas, as ilhotas e determinadas áreas costeiras. A desertificação é a degradação do solo em áreas áridas, semi-áridas e sub-úmidas seca, resultante de diversos fatores, inclusive de variações climáticas e de atividades humanas. A desertificação atualmente afeta cerca de um quarto da área terrestre total do mundo, são áreas caracterizadas por baixo potencial de sustento para homens e animais. A prioridade no combate a desertificação deve ser a implementação de medidas preventivas para as terras não atingidas por degradação ou que estejam levemente degradadas. Sem se descuidar das áreas gravemente degradadas.
 
Nesse capitulo temos as seguintes áreas de programa:

  A. Fortalecimento de bases de conhecimento e desenvolvimento de sistemas de informação e monitoramento de áreas propensas à desertificação e secas.
As bases para esse programa foram avaliações feitas pelo Pnuma (programa de Nações Unidas para o Meio Ambiente) pelo mundo inteiro em 1977, 84 e 91. As avaliações se revelaram ser uma base insuficiente de conhecimentos sobre os processos de desertificação. Sistemas de observação sistemática com abrangência mundial são úteis para desenvolvimento e implementação de programas eficazes de desertificação. São importantes para melhorar as condições socioeconômicas.
O objetivo da área de programa seria estabelecer ou fortalecer a coordenação das informações sobre o meio ambiente em redes sub-regionais e inter-regionais, fortalecer as redes de informação de caráter regional a mundiais vinculando o desenvolvimento de observação de degradação e desertificação da terra provocada tanto por ação climática quanto por ação humana e identificar áreas prioritárias de ação e estabelecer um sistema permanente, tanto no plano nacional quanto internacional fazendo com que esse monitoramento melhore as condições de vida em áreas afetadas.

  B. Combate à degradação do solo por meio da intensificação das atividades de conservação, florestamento e reflorestamento.
Representando cerca de um quarto da área terrestre do mundo, a desertificação de pastagens, áreas de cultivo irrigadas por chuva e áreas de cultivo irrigadas artificialmente, notamos ser necessário adotar medidas preventivas nas áreas ainda não afetadas ou pouco afetadas.
A cobertura vegetal em expansão estabilizaria o equilíbrio hidrológico nas áreas de terra seca e manteria a produtividade do solo. A aplicação de medidas preventivas nas áreas pouco degradadas, por meio da introdução de sistema de uso da terra saudáveis e economicamente viáveis ajudaria a capacidade produtiva da terra e conservação dos recursos bióticos em ecossistemas frágeis.
O objetivo seria implantar um manejo apropriado das formações naturais existentes, com vista à proteção de bacias, diversidade biológica, sustentabilidade de produção e do desenvolvimento agrícola, regenerar terras secas ou desertificadas para uso produtivo, expandir cobertura vegetal e apoiar o manejo dos recursos bióticos e melhorar o manejo dos recursos florestais.

C. Desenvolver e fortalecer os programas de desenvolvimento integrado para erradicação da pobreza e promoção de sistemas alternativos em áreas propensas a desertificação.
Em áreas com propensão a desertificação e a seca os sistemas atuantes de subsistência e utilização de recursos não tem condições de manter os padrões de vida adequados. Nas regiões áridas os sistemas agropastoris são inadequados e insustentáveis. A pobreza é um fator preponderante na aceleração do ritmo da degradação e da desertificação. Em decorrência disso é necessário adotar medidas que permitam melhorar os sistemas pastoris para obter um manejo sustentável das pastagens e sistemas alternativos de subsistência.
Temos como objetivo então criar entre as comunidades condições para se desenvolver e manejar seus recursos terrestres de maneira ecologicamente saudável, melhorar seus sistemas produtivos a fim de aumenta-los e oferecer oportunidades para adoção de outros modos de subsistência, para redução de pressão sobre os recursos terrestres.

  D. Desenvolvimento de programas abrangentes de antidesertificação e sua integração aos planos nacionais de desenvolvimento e ao planejamento ambiental nacional
Nos paises em desenvolvimento atingidos por processo de desertificação, o processo de desenvolvimento depende principalmente da base de recursos naturais. A interação entre sistemas sociais e recursos terrestres torna o problema complexo, é necessário uma abordagem integrada do planejamento e do manejo dos recursos terrestres. Os planos de ação de combate à desertificação devem incluir o manejo do meio ambiente e do desenvolvimento, adotando abordagem integrada dos planos nacionais de desenvolvimento e de ação do meio ambiente.
Fortalecer a capacidade das instituições para desenvolver programas apropriados de antidesertificação, desenvolver e integrar aos planos nacionais de desenvolvimento, iniciar processo em longo prazo para implementar e monitorar estratégias relacionadas ao manejo de recursos naturais e intensificar a cooperação regional e internacional para o combate a desertificação com adoção de instrumentos legais e outros.

  E. Desenvolvimento de planos abrangentes de preparação para a seca e esquemas para atenuação dos resultados da seca, que incluem ajuda a áreas propensas a seca e a refugiados ambientais.
A seca é um fenômeno que ocorre em boa parte do mundo em desenvolvimento, com milhões de mortes em decorrência da mesma. Os sistemas de alerta de previsão de secas possibilitam implementar planos de emergência, como por exemplo, estratégias alternativas de cultivo, conservação de solo e da água e promoção de técnicas de captação de água, aumentando com isso a capacidade de resistência da terra à seca e minimizar o número de fugitivos ambientais.
O objetivo é desenvolver estratégias de prontidão para seca, intensificar o fluxo de informações do alerta de seca de modo que os usuários de terra possam tomar decisões e desenvolvam dispositivos de atendimento para épocas de secas e resolver o problema dos refugiados ambientais integrando os dispositivos de planos nacionais e regionais.

  F. Estimulo da participação popular e da educação sobre a questão do meio ambiente centrada no controle da desertificação e dos manejos da seca
A experiência adquirida com os fracassos e êxitos do projeto apontam para a necessidade de apoio popular para atividades relacionadas ao controle da desertificação e seca. Essa área do programa é um componente de apoio essencial para todas as atividades planejadas.
O objetivo deve ser desenvolver e aumentar a consciência e os conhecimentos do publico em torno da desertificação e da seca, estabelecer e promover parcerias efetivas entre as autoridades governamentais, garantir parceiros que compreendam as necessidades, objetivos e pontos de vista recíprocos usando uma serie de meios (treinamento, sensibilização de publico e dialogo aberto) e apoio das comunidades locais em seus próprios esforços para combater a desertificação.

 

 
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